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morar carioca
projeto vencedor de concurso nacional de projetos | rio de janeiro, 2010
A proposta parte da reflexão sobre a forma de abordagem do problema da habitação em situações de urbanização de favelas. Constata-se a necessidade de, por um lado, construir critérios para melhorias de unidades habitacionais existentes e, por outro lado, remover algumas delas, em função de situações de risco ou necessidade de implantação de equipamentos e infra-estruturas públicas. Neste caso específico, abre-se uma frente de provisão de novas moradias com a finalidade de reassentar as famílias dentro da comunidade.

No entanto, a urbanização de favelas não se restringe à casa, deve associar-se aos equipamentos e serviços coletivos. Neste sentido, as melhorias das casas identificam-se às melhorias dos serviços e equipamentos: o espaço privado cresce associado ao espaço público. Para a organização do problema enfrentado (urbanização de todas as favelas da Cidade do Rio de Janeiro a partir de concepções abstratas e tipológicas) constitui-se uma metodologia: a gradação da escala espacial de abordagem, que parte da menor para a maior, do interior para o exterior da favela.

A menor escala é a dos componentes construtivos e soluções técnicas passíveis de repetição em grande escala e em diversas situações. Os componentes podem ser pré-fabricados e sua produção inserida em políticas públicas de geração de emprego e renda. O Posto de Vizinhança, uma torre de reservação implantada no limite da infra-estrutura convencional e do acesso de veículos, é o ponto articulador das escalas de intervenção.

A escala média é a dos arranjos das intervenções que fazem a costura com o tecido sócio-espacial existente. Tiram proveito das oportunidades espaciais de cada situação (encosta, plano, espaços livres e adensados) e consolidam uma ocupação adequada em áreas críticas.

A maior escala é a da cidade, ao compor a complexidade das favelas em conjunto. Neste caso, busca-se a interface dos sistemas propostos com as políticas públicas de um modo mais amplo, estabelecendo as conexões urbanas e sociais com a cidade como um todo.

A imagem síntese é aquela da favela, que ao se urbanizar, estende-se à cidade formal, e nesse movimento, o formal e o informal integram-se mutuamente. 


Equipe:
Arq. Maira Rios
Arq. Felipe Noto
Arq. Paulo Emilio Buarque Ferreira
Arq. Jordana Zola
Arq. Mariana Alves de Souza
Arq. Guilherme Petrella
Arq. José Baravelli
Arq. Tais Tsukumo
Arq. Renata Moreira
 
Consultores:
Ana Lucia Ancona, Anaclaudia Rossbach, Ana Paulo Barreto, Ana Paula Bruno, Mirela Caetano, Carlos Gomide.